Insensatez
Que coisa! Essa coisa de que jovem é jovem mesmo e só espera ser gente grande quando virar adulto.
Todas as coisas que passam pelas cabeças desses jovens loucos
porque de louco todos temos um pouco.. e não preciso perguntar sua idade.
Ventos vêm ..ventos vão
É constante e mutante as variações de nossas loucas cabeças pensantes.
O que somos, o que fomos e o que vamos ser?
São coisas dependentes da inércia
Que nos mantém vivos em cúpulas de nossa mente,
primaria, secundaria ou atuante.
Atuar em passos, lentos e ate compridos,
comprimidos por tanto andar, nas andanças desse pé calejado e da pele seca, já de tanto suar... Os mandamentos vêm
e os que estão além,
Lêem na obscuridade tremenda e zonzos de tanto pensar.
E porque pensar se estamos alentos
ignorando ventos, sem saber onde pisar...
Ah loucos jovens estes, que procuram refrescar a mente
Infundindo vapor nas veias de tanto pirar?
Procuram o holocausto?
E quem disse que ele sabe dizer alguma coisa!
Quem disse que nos sabemos que coisa é essa!
Somos mais do que somos
E podemos pensar até mais do que pensamos...
Surtamos pois a atual refrescancia da memória quer evitar que os pés pisam no chão.
Não somos flutuantes, nem queremos ir até a lua
Dirigir uma nave espacial ou conversar com os etes.
Os extraterrestres somos nós que convivemos uns com os outros e sequer sabemos o que vamos falar...
Ascendam as luzes, holofotes! Sons.
Vamos ser generosos e formosos com as tais formosuras de se comunicar.
Palavras são gestos, sons emitidos, luz para se galantear.
Ainda que eu não dissesse nada, você saberia.
E se eu não dissesse tudo, você entenderia.
Pois que haja loucos jovens sábios mesmo com a luz apagada.
E que haja vãos sábios acesos de tanto resplandecer palavras.
Não seríamos assim, se não fossemos assim.
Não seriamos loucos se disséssemos sempre um sim.
Estar assim, é estar aqui.
E estando aqui, faremos do sim, um passo...
De um passo, uma oportunidade, O começo, o meio, o fim.
Que fim? Não temos fim.
Somos infinitos até que a sentença de morte nos tire o corpo.
Mas a alma fica.
E continuamos loucos, com a mente em sopro e o coração um tanto quanto doido...
Porque de louco, todos temos um pouco.
Poema de 2001 – ainda que eu não dissesse nada, você saberia. E se eu não dissesse tudo, você entenderia.
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