A gente as vezes "fode" ...
E então se apaixonou por duas, não acho que foram três ou quatro pessoas ao mesmo tempo...foi a memória que contou. O jeito como a olhava, como a afoitou e a despiu. Vinha com os lábios por entre suas pernas, e vinha com as pernas entre as suas. De um jeito, que poucos homens os quais desejou peculiarmente só de olhar fazia... gestos sinuosos, boca de quem quer devorar e vinha com sede . Só o que pensava era como aquele homem podia lhe satisfazer tanto...e depois, fazia cara de sorriso, sorriso singelo que aos poucos ia se recuperando e tomando forma de boca em silencio novamente e de volta vinha aquela força que dava o suprimento de ser tão e ao mesmo tempo... amante, fraco, impiedoso, despudorado, insaciável figura humana de indisciplinar o mais que viesse a lhe resplandecer. Entravam em seu mais profundo gemido e faziam-se silenciar. Enquanto ali estava como mulher, como sua puta, guerreira, selvagem e severa ao que lhe impunha certa insanidade sexual causada... E depois disso, recompôs-se do sufoco de ser abandonada, que naquelas determinadas ocasiões não ocorreram, pois estavam cúmplices. Cultivavam o mesmo teto, as mesmas acordadas e dormidas por consecutivos dias próximos de terminar. Longe de sua audácia eternizá-los. O que apelidava de único, era na verdade, um processo individualista percorrido a cada vez que dispunha, a sós, experimentar tão inimagináveis façanhas. E a irremediável participação convinha em conjunto ao desconhecido mundo dos penetrados e penetrantes naquele presente inquietante. Por diversas vezes, conectados da mais sublime e majestosa beleza, não percebiam sequer que estavam em perigo. A natureza divina, a malidicência enganosamente racional. Tino ao imediatismo, puro desfrute. Renegaram o explêndito. O descompasso da sinceridade que trazia `a tona profundas demagogias e apologias descomunais. “Foder” requer resquícios, ainda que por um milagre. Instantes insensatos e irreverentes `a condição humana de superficial juízo. Dor que não tem razão de perdurar. Sentido que aflora a imaginação que, livre não recua. Obedece ao rigoroso trato de pretensão do novo e a incessante e cara satisfação do porvir. Que já não se segura em abismos, que já não se cansa das contrariedades pendentes e faz-se vivida a razão de pretender-se insolente e incansavelmente: deuses do sexo. Não se fala em amor quando se obedece ao juízo. Toca-se singela e vulgarmente no órgão de toda a matéria prima da procriação humana, sem desejar cuidar precisamente do resumo da obra cumprida. Um canal aberto, que por instantes, ou até horas, pode ser entrada e saída. A Saída é ocasião, casa cheia ou vazia. A entrada, profana, um gemido, um tranco, umidade, quentura. Insinuar-se é dar-se por seduzida ou irremediavelmente despida, ainda que não visualmente. É papel da mente descontrolar insinuações pré-concebidas. E lutar com jogo ganho. Mesmo falando com as estátuas, sabendo que elas pouco me ouvem ou quase nada. O sentido me faz lembrar Nelson que de Rodrigues tem o Primo Basílio que eu queria que existisse, e virou peça do meu jogo de xadrez.
- procedente auditivo da "casa dos budas ditosos" - inspiração que corre solta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário